Escopo
Inspeção editorial da palavra vomitar — verbo (lat. vomitare, frequentativo de vomere). Pedido de campo: tónos, vomitar, commitar. Aqui o gesto é largar o que não fica — corpo, mito, metáfora de texto — sem fundir ofícios nem virar protocolo clínico.
Nota metodológica: auditoria independente. Fontes: Wiktionary · vomitar, vomitō, vomō, vomit, aula do XIV (Vasuk / Shiva). Ficha ≠ diagnóstico, bula antiemética, incentivo a purga nem despejo de texto. Tom: literacia; respeito ao corpo.
1. Objeto inspecionado
| Campo | Valor |
|---|---|
| Forma âncora | vomitar |
| Classe | Verbo transitivo / intransitivo |
| Étimo (trabalho) | Lat. vomere «expulsar pela boca» → frequentativo vomitare → PT vomitar — confiança alta |
| Família | vómito · vômito · emese (técnico) · EN vomit · ES vomitar |
| Tipo BudGanja | Palavra — expulsão × tríade de ofício |
| Elo tríade | tónos (segurar) · commitar (gravar) |
| Elo tensão | tônico — crise tônico-clónica pode incluir vómito (literacia, não diagnóstico) |
| Elo mito / curso | XIV — a cobra ia vomitar o veneno; Shiva bebe — mito ≠ receita |
| Elo ofício | gesto · verdade · risco · Valeu !!! |
| Fonte | vomitar |
| Data | 2026-08-20 |
Objeto: o vocábulo de expulsar o que o corpo (ou o rasto) não deve guardar. No lab: largar o tóxico não é despejar lixo no commit.
2. Hipóteses e método
H1: vomitar no PT é herdado latino — não gíria recente.
H2: a metáfora («vomitar código», «vomitar discurso») é expulsão sem filtro; no lab isso é mau gesto até passar por verdade.
H3: na tríade, vomitar vem depois de tónos (saber o que aperta) e antes de commitar (gravar o que fica).
H4: o XIV cita o veneno da cobra como narrativa; esta ficha não prescreve nada.
Passos: étimo → ofícios (corpo / metáfora / mito / lab) → tríade → limites.
3. Ofícios (não misturar)
| Ofício | O que é | O que não é |
|---|---|---|
| 1. Corpo | Êmese — reflexo de defesa | Protocolo clínico nesta ficha |
| 2. Metáfora de fala | Despejar palavras / dados / código | Licença para lixo no rasto |
| 3. Mito (XIV) | A cobra ia vomitar veneno; Shiva contém | Receita, yoga clínico ou dogma |
| 4. Ofício lab | Largar o que envenena a ficha (hype, lapso, veneno de retaliação) | «Vomitar» o working tree inteiro no git |
H5: tensão (tónos) que não se nomeia vira explosão; explosão sem commitar não deixa rasto útil.
4. Tríade de ofício
| Peça | Gesto | Mau uso |
|---|---|---|
| tónos | Segurar — onde aperta | Engolir a tensão até rebentar |
| vomitar | Largar o que não fica | Purga vazia / dump sem verdade |
| commitar | Gravar o que fica | Commitar o vómito (ruído) |
5. O que parece × o que é
| Camada | O que parece | O que é |
|---|---|---|
| Nojo só | Palavra «feia» | Verbo de defesa + metáfora de rasto |
| Igual a despejar | Qualquer output | Expulsão selectiva — o que não deve ficar |
| Aula XIV | Conselho médico | Mito de contenção do veneno — risco literário |
| Tônico-clónico | A ficha diagnostica | Só elo de literacia com tônico |
6. Para que serve
| Função | No mundo | No laboratório |
|---|---|---|
| Nomear a expulsão | Corpo, nojo, urgência | Esta ficha |
| Filtrar o rasto | Não engolir veneno | Largar hype / lapso antes do commitar |
| Ler o mito | Shiva / Vasuk no XIV | Contenção ≠ prescrição |
| Fechar | Depois da náusea, o acto | Valeu !!! |
Rede aparentada
| Recurso | Relação |
|---|---|
| tónos | Tensão que antecede o largo |
| commitar | Gravar o que sobrou limpo |
| tônico | Crise / tónus — literacia |
| XIV | Veneno da cobra — mito |
| verdade · gesto · risco | Filtro antes do rasto |
| língua portuguesa · Valeu !!! · Guia · Vida | Índice e fecho |
Limites
- Não é aconselhamento médico, obstétrico ou psiquiátrico.
- Não incentiva purga, vómito induzido nem «limpeza» de marketing.
- Não trata o mito do XIV como protocolo.
- Grafia vomitar = o objecto; vómito / vômito = o substantivo irmão.
Veredicto
Aprovado na série Palavras — vomitar fichado como largar o que não fica (corpo × metáfora × mito × ofício); tríade tónos · commitar; fecho Valeu !!!.
▶ Palavras · ▶ Tónos · ▶ Commitar · ▶ XIV · ▶ Valeu !!!
Vomitar · palavra · Cap. 146